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InSAR
Convencionalmente
os sistemas de Radar de Abertura Sintética
(Synthetic Aperture Radar – SAR)
utilizam a técnica de imageamento da superfície,
na qual o alvo é iluminado com ondas eletromagnéticas
na freqüência de microondas e o sinal
refletido é usado para deduzir informações
sobre o alvo. Desta forma, são obtidas
as imagens amplitude SAR, onde regiões
brilhantes representam alta amplitude de energia
da onda de retorno, o que depende da rugosidade
da superfície e das características
dielétricas do material. Além da
amplitude, os sistemas SAR também registram
a informação de fase da onda eletromagnética.
Enquanto a amplitude mede a refletividade dos
alvos, a fase registra mudanças sutis na
superfície, informação utilizada
pela técnica Interferometria SAR (InSAR).
InSAR utiliza
duas ou mais imagens de satélite para medir
mudanças de fases consecutivas do sinal
de radar que são adquiridas em posições
e altitudes idênticas, porém em momentos
diferentes (Figura 1). Ao ocorrer qualquer deslocamento
no terreno, no intervalo da aquisição
das imagens, o mesmo pode ser observado através
da defasagem do sinal de fase entre as aquisições
(Figura 2). Tais descolamentos do terreno podem
ser medidos com a precisão de até
um milímetro para sistemas SAR que operam
na banda C.

Figura 1 –
Geometria de aquisição da informação
interferométrica através de um sistema
de
Radar de Abertura Sintética (SAR).

Figura 2 –
Ilustração de diferença de
fase para banda C (5.6 cm de comprimento de onda).
Existem dois
principais tipos de abordagem metodológica
para a utilização da tecnologia
InSAR, a saber: InSAR Diferencial (DInSAR) e InSAR
por Espalhadores Fixos (PSInSAR). Estes métodos
possuem vantagens e desvantagens e sua aplicação
dependerá das características da
área de interesse e da aplicação.
O método
DInSAR (Tradicional) leva em consideração
a mudança de fase para toda a imagem, sem
utilizar nenhum tipo de espalhador fixo. Neste
método, deve-se considerar a informação
de coerência da diferença de fase,
onde se avalia a continuidade espacial da informação
e, portanto, a coerência da leitura interferométrica.
Este método apresenta limitações
para áreas onde a coerência é
muito baixa (áreas vegetadas e superfície
de água), sendo mais recomendável
para regiões áridas.
Já
o método PSInSAR mede a fase de alvos fixos
(refletores de canto) existentes na área
de interesse. Estes refletores podem ser tanto
culturais (p.ex. edificações, barragens,
torres, pontes, etc.) como naturais (p.ex. exposições
rochosas). Uma variação deste método
é o CRInSAR, o qual utiliza corner reflectors
ou refletores de canto, instalados estrategicamente
no terreno, para obter a informação
de fase.
São
as principais vantagens da tecnologia InSAR:
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Alta precisão
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A tecnologia InSAR pode detectar
movimentos do terreno com precisão
de até um milímetro.
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Facilidade de
integração de dados
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A informação gerada
por InSAR pode ser prontamente integrada
a programas de monitoramento já
existentes, otimizando o processo
de mitigação de riscos.
A observação da área
monitorada pode ser de maneira mais
completa e em diferentes escalas,
permitindo rápida tomada de
decisão e alocação
de equipes e equipamentos de forma
mais eficiente.
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Fonte de dados
confiável
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Os produtos InSAR provêm de
imagens de radar que independem de
equipamentos de medição
terrestre e das condições
climáticas, dando maior confiabilidade
aos usuários finais.
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Operacionalidade
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A tecnologia InSAR Orbital permite
o monitoramento de grandes áreas
(no mínimo 50 km x 50 km no
caso do sistema RADARSAT-1), tornando-se
uma ferramenta de excelente custo-benefício,
especialmente para ambientes com dificuldades
de acesso.
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Tecnologia
comprovada
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A tecnologia de monitoramento espacial
SAR e InSAR foi utilizada com sucesso
em protótipos de modelos operacionais
e semi-operacionais.
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Interferometria
- Radar de Abertura
Sintética Interferométrico
(InSAR) é uma tecnologia que pode
ser usada para monitorar movimentos súbitos
no terreno a partir de sensores a bordo
de satélites ou aeronaves. Medições
de movimentação da superfície
com acurácia milimétrica são
possíveis através deste sistema.
Medidas de deslocamentos podem ser obtidas
em regiões áridas e não
vegetadas em grande escala ou em qualquer
outra área utilizando alvos fixos
como edificações, afloramentos
rochosos, infra-estrutura industrial, etc.
Essa tecnologia pode ser aplicada com sucesso
na maioria das regiões, incluindo
regiões tropicais ou polares. InSAR
oferece um monitoramento em grande escala,
variando de 50 a 100km2 de cobertura, e
pode monitorar problemas conhecidos bem
como identificar, previamente, áreas
de risco desconhecidas.

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